quarta-feira, 27 de abril de 2016

1ª Patrulha Uruguaianense da Poesia Gaúcha

Foto de Esteio da Poesia.
Dia 21 de maio tem a 1ª Patrulha Uruguaianense da Poesia Gaúcha. Será um belo evento lá no CTG Patrulha do Oeste, com apoio da Prefeitura de Santana do Livramento (e é sempre bom destacarmos o apoio público) e organização do Carlos Omar Villela Gomes. Começa às 21h e o ingresso é só um quilo de alimento não-perecível, pra ajudar os mais necessitados.
No palco, grandes nomes da poesia gaúcha, e um orgulho pra nós aqui, de Esteio. O "esteiense" Gustavo Oliveira vai defender um trabalho do poeta Sebastião Teixeira Corrêa, assim como fez aqui no 2º Esteio da Poesia. Sucesso, Gustavo. Estamos felizes com teu crescimento artístico.
Na avaliação, grandes conhecedores do assunto: Bianca Bergmam,Pedro Júnior Lemos da Fontoura II e Juca Moraes. Na apresentação, outra que domina os palcos: Liliana Cardoso Duarte. Show de intervalo/encerramento com Ângelo Angelo Franco II.
E, o mais importante: os concorrentes:
Ordem de apresentação
1 - Patas e Botas - José Luiz Flores Moró
Declamador: Guilherme Ferreira
Amadrinhador: Benhur da Costa
2 - Quero Casar com Uma Estrela - Sebastião Teixeira Corrêa
Declamador: Gustavo Oliveira
Amadrinhador: Jean Carlo Godoy
3 - Reverência a uma Princesa - Jorge Claudemir Soares
Declamador: Franco Ferreira
Amadrinhador: Eduardo Dedeco
4 - Rugas - Marcelo Davila
Declamador: Neiton Bittencourt Perufo
Amadrinhador: Juliano Moreno
5 - O Bolso Cheio de Afetos - Adão Quevedo
Declamadora: Betina De Faria Hugo
Amadrinhador: Adão Quevedo
6 - O Vendedor de Flores - Appolinário Quiroz Filho
Declamador: Cristiano Bremm
Amadrinhador: Edvilson Lamberti
7 - Nunca Mais, Porongos... Nunca Mais! - Moisés Silveira de Menezes
Declamador: Sirmar Antunes
Amadrinhador: Henrique Arboitte Torrel de Bail
8 - Cerzido de Rimas no Rastro dos Panos- Joseti Gomes
Declamadora: Janaína Cavalheiro
Amadrinhador: Rodrigo Cavalheiro II
9 - Pequena Sonata ao Grande Rio - Vaine Darde
Declamador: Afonso Falcao Lopes
Amadrinhador: Renato Fagundes
11 - Estradeando - Jadir Oliveira
Declamadora: Silvana Andrade
Amadrinhador: Jadir Oliveira Filho

Chimarrão com Poesia

















Se tu gostas de Poesia fique atento que em breve vem mais um evento do Galpão da Poesia Crioula- Chimarrão com Poesia - será um encontro de Poetas, Declamadores, Amadrinhadores para um dia de Poesia na volta de um fogo de chão e uma roda de mate, onde o cardápio principal será o abraço fraterno com muito verso e muita guitarra. 
Em brave mais informações - Aguardem!

DVD da IIª Tertulia da Poesia

Vem ai a IIIª TERTULIA DA POESIA

terça-feira, 26 de abril de 2016

A 3ª TERTÚLIA DA POESIA JÁ TEM DATA

Será no dia 05 DE NOVEMBRO DE 2016 às 20 h no Theatro Treze de Maio em Santa Maria. Agora no próximo dia 05/05, às 19 horas, haverá o pré-lançamento da 3ª Tertúlia da Poesia, bem como da XXIII Tertúlia e III Tertulinha, com shows durante a Feira do Livro de Santa Maria. Nesta oportunidade serão lançados o CD e DVD destes eventos.
Todos convidados

VIVÊNCIA

Bianca Bergmam
Há vinte anos atrás eu tinha um caderno em branco,
No começo de um verão que marcou pra vida inteira!
Era como se eu soubesse que as folhas brancas, por fim,
Guardariam as histórias e as contariam pra mim.
Sim!
Há vinte anos atrás eu tinha um caderno em branco,
Eu tinha estrelas nos olhos, tinha planos de guri...
Sonhava brincar na lua, me imaginava voar
E a um metro e meio de altura, gigante eu jurava estar.
E “ái” de quem discordasse e me chamasse de “pequeno”;
Ganhava uma língua “feia” e eu, um castigo “lindo”!
Ajoelhado no sereno...
Atrás da porta dos fundos, num degrauzinho da escada,
Duas horas escrevendo: -“LÍNGUA FEIA E MALCRIADA”!
Língua feia e malcriada?!
Hoje lembrança bonita de um homem feito, taludo,
Que foi pego de surpresa por cem folhas no porão.
Numa caixa os “cacaredos”, “quinquilharias” da vó
E junto o caderno amigo, amassado, envelhecido,
Sofrido que dava dó.
O coração se espedaça, os olhos não acreditam.
Me parece que foi ontem, mas já fazem vinte anos
Daqueles dias compridos, dos meus castigos e planos,
Do metro e meio de altura, daquelas folhas em branco.
Foleando as páginas velhas, quantas histórias...
Meu Deus!
Artes pesadas, das brabas,
Onde a língua malcriada, não era nada de fato,
Talvez um simples retrato do “bom menino” que fui...
Aqui conta que um janeiro, na casa do tio Ramiro,
Com meu mano, mais três primos reunidos a tardinha,
Resolvemos ir mais longe, avançar nas brincadeiras,
Pela volta, na pedreira, uma taquara se viu
E logo um salto em altura,
Pra atravessar todo mundo pro outro lado do rio.
Banho certo, que perigo!
Mas valia correr riscos, pois era só um piá.
Piá de cabeça oca...
Piá de certeza incerta...
Piá com a alma aberta pras ventanias do mundo.
Viro a página e me lembro de uma coça bem levada.
Eu brincava de pintor.
O mano era mais novinho, nada entendia de nada,
Quando busquei uma lata pra preparar minha tinta...
Cinco medidas de água, mais umas nove de terra,
“Tava” feita a porcaria!
Que me custou uns dois dias, sem poder sentar direito
Me rebolando de dor,
Pois do chão ao parapeito das três janelas da frente
Sem perdoar nem as portas, a casa mudou de cor.
O tempo passou ligeiro...
Aguas lavaram as portas, ventos sopraram na alma.
A cabeça que era oca, hoje é recheada de mundo,
Com mil sonhos fervilhantes perpassando novos planos.
Não sonho brincar na lua.
Já voei e não gostei.
Gigante? Não sou gigante! (Nem quero ser na verdade),
Mas as estrelas dos olhos, essas sim ainda guardo
E vão se multiplicando a cada filho que vem.
O coração já mais doce, vai aninhando os pedaços.
Vou juntar os “cacarecos”, devolve-los ao porão,
Enquanto a noite se achega pra um milagre do tempo,
Pois vou contar ao caderno tudo de bom que ainda tenho,
Ver o que ele me fala, ver como tudo surgiu.
Talvez pintar minhas dores, voltar na velha pedreira,
Talvez pular de taquara pra o outro lado rio.
O rio que hoje é lembrança.
Lembrança viva e fugaz
Morando nas mesmas folhas
De vinte anos atrás.
Há vinte anos atrás eu tinha um caderno em branco...
E lhe contava em segredo tudo que a alma retém.
Hoje nas linhas azuis, na letra feia e tremida,
Pelas veredas da vida é ele que me contém.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Deputado quer destinar 20% da programação musical de rádios a compositores gaúchos

Gilmar Sossella | Foto: Marcelo Bertani

Da Redação*

O deputado Gilmar Sossella (PDT) propôs na Assembleia Legislativa um Projeto de Lei (PL) que quer destinar 20% da grade musical das emissoras de rádio AM e FM no Estado à divulgação de trabalhos e obras de músicos e compositores gaúchos. O PL 1 2016 diz que as obras musicais compreendem músicas de qualquer gênero, de músicos, cantores ou compositores nascidos ou radicados no Estado.

O projeto de lei, em seu artigo primeiro, “determina que as emissoras de rádio AM e FM que transmitam ou retransmitam sinal, ou que possuam atividade comercial no Estado do Rio Grande do Sul, disponibilizem no mínimo 20% (vinte por cento) da grade musical, à divulgação de trabalhos musicais compostos ou interpretados por artistas gaúchos”. Define, ainda, que “os trabalhos e obras musicais, compreendem músicas de qualquer gênero, de músicos, cantores e/ou compositores nascidos ou radicados no Estado do Rio Grande do Sul”.

Na justificativa, o deputado Gilmar Sossella comenta o surgimento do estilo gaúcho, “nascido do folclore e usado na música popular ou erudita, com seus acentos diferenciais”, referindo as formas mais usadas, “seja na melodia, na harmonia, no ritmo, na forma ou na tessitura: a Trova, o Bugio, a Rancheira, a Toada, os Chotes, a Milonga, a Valsa Campeira, a Polca limpa-banco, Vanerão e Rasqueado”.

Sossella destaca que, apesar do gênero musical próprio do Rio Grande do Sul, “o projeto objetiva centrar o foco nas composições produzidas por músicos que nasceram ou adotaram o Estado como sendo seu chão”. O deputado observa, ainda, a importância da cultura popular e regional como fator de identidade cultural, em sintonia com programas governamentais, como é o caso do Projeto Cultura Viva. “Este programa objetiva reconhecer, estimular e dar visibilidade a iniciativas culturais de todo Brasil que valorizem a cultura como meio de consolidação da identidade e de construção da cidadania”, justificando assim a destinação do percentual mínimo de trabalhos musicais compostos ou interpretados por artistas locais a serem veiculados nas emissoras de rádio.

Fonte: Com informações da Assembleia Legislativa